
“Se acharmos que uma grande desgraça nos espera, certamente veremos o que vier a ocorrer como uma desgraça. Se estivermos aguardando por um momento de iluminação, de expansão da consciência, provavelmente é isso que provaremos. Se acharmos que tudo é história da carochinha e que nada mudará, provavelmente nossos olhos não conseguirão enxergar nenhuma mudança verdadeira.
Em qualquer circunstância, pode-se dizer que o nosso padrão de pensamento cria a nossa realidade. Tudo o que vivenciamos é interpretado e decodificado a partir das crenças e ideias que alimentamos a respeito. Por exemplo, diante da mesma afirmação da Bíblia, em questões extremamente controvertidas em que católicos, protestantes e espíritas pensam de forma diametralmente oposta, todos eles defendem, com total honestidade, a ideia de que no que está dito em determinada passagem (a mesma para todos) está precisamente a prova de que eles estão certos e os outros errados. E cada um deles acredita piamente nisso.
Assim, é possível que talvez não exista “realidade” e “verdade” como algo absoluto. No nosso mundo físico, material, toda e qualquer realidade é relativa, e não há como dissociá-la do referencial a partir do qual ela é vista. Hoje sabemos que a matéria como algo sólido não existe, no entanto ela é absolutamente real aos nosso sentidos.
A nossa verdade, por exemplo, é que para nós o mundo é colorido, a verdade do cachorro é que o mundo é preto e branco, a verdade do inseto é que o mundo é quadriculado. Animais que enxergam cores fora do nosso espectro veem um mundo em cores para nós inexistentes. É duvidosa a existência de um mundo “absoluto” e, como seres humanos, jamais saberemos se existe e, em caso positivo, como seria, pois vivemos no mundo que podemos e que acreditamos conhecer.
Durante o sonho, o sonho não é real? E muitas vezes, não mudamos os contextos, no sonho, ao nosso bel prazer? Do mesmo modo, durante a nossa vida, a vida é real para nós, e dela fazemos o que queremos, já que não temos como contrastá-la simultaneamente com qualquer “outra realidade”. Isso se estende muito além do mundo captado pelos sentidos físicos. Estende-se ao mundo do conhecimento, das ideias, das crenças e da imaginação. Estende-se à totalidade do nosso ser, daquilo que ele pensa que é, e do mundo em que ele pensa que está.
Em sentido absoluto, nada sabemos. Como dizia Sócrates, “o meu único saber é que sei que nada sei”. Admitir isso significa fazer o que a fìsica quântica hoje está fazendo: abrir-se para toda e qualquer possibilidade, sem excluir nenhuma, já que tudo aquilo que nossa mente excluir, excluído estará, ipso facto, do nosso universo pessoal de possibilidades. Por que e para que nos limitarmos? Alguns dirão: para não enlouquecermos. Mas não seria uma loucura maior fecharmos tantas portas mentais, a priori, impedindo que uma série de “realidades” possa ocorrer conosco, já que as expurgamos desde logo do campo dos pensamentos das “possibilidades possíveis”? Acaso é possível, fora do universo físico que conhecemos, afirmar a existência de “possibilidades impossíveis”?
Claro que essa visão constitui abominação para qualquer religião, já que toda religião tem a pretensão de nos oferecer um pacote de “verdades absolutas”. E nem poderia ser diferente, já que toda religião foi criada e organizada por homens, embora estes sempre se atribuam a condição de arautos do próprio Criador.
Se o ser humano se levasse menos a sério e fosse menos obcecado pela “verdade”, talvez ele conseguisse experienciar um campo de “realidade” muito maior, se permitindo tangenciar “realidades” bem mais interessantes e criativas das que ele se permite “conhecer”.
Assim como os budistas dizem que a única coisa permanente é a impermanência, parece fazer todo sentido dizer que a única coisa absoluta, para o ser humano, é a total relativização ou, se se preferir, que a única verdade, para o ser humano, é a ilusão. Já Orixalistas não creem em reencarnação, creem no retorno contínuo da nossa energia advinda de uma energia matriz.
Ao me perguntar sobre a reencarnação, eu disse que, provavelmente, os que acreditassem nela reencarnariam, ou achariam que reencarnariam, e os que não acreditassem, não reencarnariam, ou assim achariam. Concordo que parece um discurso totalmente absurdo, Mas talvez não necessariamente o seja.
O verdadeiro alcance e a magnitude da célebre advertência: “Assim como creres, assim será”, talvez seja bem mais literal e infinitamente mais amplo do que se possa supor.”
Façam uma reflexão gradativa e sem apegos e sem documentos superiores, com idoneidade, pois é muito mais fácil saber o que vamos fazer amanhã.
Parte do texto copilado da Internet, adaptado e organizado.
Por: Fernando D’Osogiyan




Pai Fernando,
Esse é um texto que a gente ler devagar porque cada frase constitui uma ideia possível à reflexão, não só para se posicionar imediatamente, não só pra se estabelecer logo na dicotomia do “acreditar” ou “não acreditar”, mas realmente para ser pensado.
Esse texto vai muito além do tema reencarnação.
“Exú matou um pássaro ontem com a pedra que jogou hoje.”
Axé.
Mutunbá.
Dayane,
Muitos sabem que não acredito em reencarnação, aliás, ninguém voltou para me contar a sensação de estar reencarnado e contar o caminho percorrido, sou Orixalista convicto, mas, o texto nos coloca para pensar e refletir que: O verdadeiro alcance e a magnitude da célebre advertência: “Assim como creres, assim será”, talvez seja bem mais literal e infinitamente mais amplo do que se possa supor.”
Axé
PREZADOS
O Texto intitulado ” Reencarnação existe ou não”, em seu todo, me pareceu o que, ao final, tive por comprovação, ou seja, é um texto adaptado e organizado porém de autoria desconhecida, logo, não caberia como referência intelectual, pois se perguntado sobre de onde partira, tal obra literára,a resposta seria clara.
Suas partes, expostas nos parágrafos, demonstrram, que há trechos continentes de paradigmas provenientes de Campos distintos do saber, em meio ao que, Psicologia, Filosofia, Religião e induções á Fundamentos não apenas, Kardecistas, se misturam ao sabor de uma aparente revelia, não lhe conferindo uma notação pedagógica, quiçá , didática e de fácil acesso, ao público, normalmente cedento de esclarecimentos digeríveis.
Entretanto, na rítmica impressa pelo desconhecido “adapatador” e seu “autor”, ao conjunto literário, resultou numa obra cuja, estética de mesmo gênero, ( literário ), parece suscitar um incentivo á uma liberdade de pensamentos relativos, enquanto subjetiva e pessoal, com um traço de oferecimento á algum descompromisso, por parecer insuflar, de modo sofismático, a noção de um poder se pensar, como se pode vir a desejar, e a luz de um bel prazer, nada parametrado, logo, ausente de critério, que não os tacitamente cedidod aos métodos artísticos, aos artistas, muito comun aos expressionistas e abstracionistas, em suas práxis e práticas de composição cromátrica. Deste modo, é um texto, que tendo, por analogia, a aparência de belíssima “colcha de retálhos”, sem quaisquer reducionismos pejorativos á obra, vale dizer que me parece recomendado, apenas, para ocupar o status de, enquanto texto á ser lido e meditado, seja recurso, que pode ser utilizado para dilatação da visão de discentes ( alunos ), por meio da abertura de mentes em formação, embora não devam prescindir, seus leitores e leitoras não só os alunos, da propriedade pertinenete ao ” Olho da Falcão ou do Águia”, que sabendo o que desejam, no todo e do alto, localizam, focalizam e se dirigem, com alguma precisão, e APREENDEM, seus objetos, outrora, objetivos, realizando assim suas, conquistas, mas não resolvendo definitivamente, suas vidas, a exemplo que do que propõe este texto.
Sandive Santana/RJ
Sandive,
O texto é para fazermos observações mesmo, reavaliar, conflitar paradígmas e cada um forme sua opinião. Seu comentário ficou vazio, confuso, extenso, apenas focado no texto em sí e não no aprofundamento da questão. Somos o que pensamos ou naquilo que nos fazem acreditar, será que conseguimos parar para pensar com mais tempo, meditando, configurando, reposicionando questões sem tabús convencionais das igrejas, templos, escrituras sagradas?
Por isso reflita: “Assim como creres, assim será”, talvez seja bem mais literal e infinitamente mais amplo do que se possa supor.”
Axé.
Boa tarde, senhor Fernando!
O texto é complexo, mas muito bom e nos convida a refletir sobre tudo aquilo que nos disseram: Velhas opiniões formadas sobre tudo. Religiões que se intitulam proprietárias da verdade.
Verdade, a busca dela é prática dos filósolos gregos da antiguidade e na Idade Média essa temática era importante, isto é, só há uma verdade, a verdade de fé e etc.
Entretanto, esse tempo já passou, o texto indiretamente faz referência a Renê Descartes no que concerne à ilusão, ele dizia que nossos sentidos nos enganam.
Hoje com a pós-modernidade, os cientistas estão em busca do provável, até porque não mas se acredita em verdade e sim em verdades e há outra vertente que diz que a verdade não existe.
Acho interessente essa diversidade de pensamento de saberes que não precisam se conflitar, ou ao menos que não precisem se hierarquizar.
Um forte abraço.
Mário,
Essa vertente que de que a verdade não existe é “ótima”, pelo menos saimos dos quadrados pré-modados de uma pseuda cultura ocidental.
Outro forte abraço,
Axé..
olá, gostaria de uma luz pra minha vida… como posso ter ajuda? Tudo na área sentimental dá errado pra mim… como faço pra Oxum me ouvir…
Mari um jogo sério e profundo poderá desvendar este mistério, a afobação também pode colocar tudo a perder. a colocação de expectativas sobre algo que não merece sequer um minuto de reflexão pode lhe trazer muitos aborrecimentos também.
Se você for do Rio de Janeiro podemos lhe indicar pessoas sérias.
Ire o.
Paradigmas. A grande questão.
mt interessante o texto!
Texto interessante porem fora do contexto Candomblé. Nos leva a distanciar-se da religião do candomblé em sí deixada pelos africanos, onde eles mesmo acreditam e nos ensinaram que a reencarnação existe e é fato.
Oga lejo
Mauro,
Com todo respeito, mas os poucos africanos que cultuam os Orixás em cidades/Aldeias africanas, os poucos que ainda não são atacados por mulçumanos e católicos, não sabem nem o que é reencarnação. Somente os seguidores de Ifá tem essa relação e entendimento com o estudo da reencarnação e acreditam piamente na lei do retorno. Aqui no Brasil, houve uma mistura generalizada em alguns cultos, desconfigurando a razão da crença das divindades africanas, por isso a relevância do post, para que cada um reflita. reformule e reorganize e forme uma opinião centralizada ligada ao culto que pratique.
Axé.
Eu acredito muito na reencarnação, porque somos imperfeitos e só através da reencarnação que podemos nos evoluir como pessoas, Abraços e Axé .
Pai Fernando,
É interessante como realmente cada visão um entendimento rsrs
Mas diferente do nosso amigo Douglas eu não consigo ver aperfeiçoamento no individuo pela reencarnação.
Quando Reencarnamos se é que isso ocorre, não lembramos de nossas outras passagems, de nossos erros e acertos passados. Então seria como se fosse nossa primeira passagem aqui.
Como não existe uma lei que nos diz ao nescer que reencarnaremos e os atos de uma vida influenciara na outra. Poderiamos cair numa rede de vidas desastrosas e assim involuir cada vez mais ao invez de evoluir…
Acredito sim que o espirito reencarne, não a alma.
Cada individuo vive sua vida.
Mas acredito que o fator vital (espirito) traga para o inconsciente as almas que foram ativadas por este.
Por exemplo. A porção espiritual que cabe a mim podera após eu desencarnar ser utilizada em outra pessoa. E esta pessoa tera as informações de meu EU em seu incosciente.
Mas não vejo explicação plausivel para considerar que uma alma possa retornar para a vida com sequelas de uma vida anterior sem saber disso e sem ser avisada que o que fizer nesta vida acarretara consequencias a uma proxima e que isto sirva para evolução…
Até prq desta forma o conceito de culto a ancestralidade se quebra um pouco pois uma vida veneravel hoje pode estar reencarnada e ser uma criatura incescrupulosa…
Mas é um assunto que merece mais atenção e estudo.
Bom dia a todos e a todas?
É muito bom ter um espaço como esse, onde as pessoas externam suas compreensões de texto sem magoar os outros que têm opinião diferente.
Até onde sei, Felipe, na compreensão de mundo do povo yorubá, não há essa proposta de evolução, isto é, reencarnação com o propósito de progredir espiritualmente.
Essa visão, como disse o sr. Fernando é oriunda da teologia cristã, não a reencarnação!!! Mas a visão de progresso evolutivo espiritual.
A reencarnação é crença do Espiritismo de orientação kardecista que se diz cristã e também se autodenomina como religião, (embora isso seja conceito só brasileiro).
Como todas as sociedades pré-cristãs, e a dos orixás não constitui exceção, aquele povo tinha, e o povo de Candomblé deveria ter, a consciência de um tempo circular e não linear como a cultura judaico-cristã que acredita que terá um juizo final.
O culto de ancestralidade perde o sentido, sr. Felipe, para nossa compreensão racional e ocidental que tenta explicar as coisas espirituais a partir de nossa visão racional-ocidental, lamentavelmente!
Se tentarmos compreender as questões transcendentais com nossa visão de mundo concreto, todos aqueles itans (narrações míticas) que se contradizem, não fazem sentido (Ogun cortou Oyá em 9 pedaços e Oyá cortou Ogun em 7, e agora?).
Nesses moldes, a reencarnação é crença daquele povo, entretanto, não se deve confundir os conceitos. A reencarnação espírita tem suas características a do povo de Candomblé outras.
Porém, o sr. Fernando diz que os seguidores de Ifá têm essa compreensão de reencarnação, o que significa, que não se pode generalizar, o continente africano é imenso e tem suas diversidades inclusive de opinões.
Um abraço.
Mario creio que está havendo uma pequena confusão.
Quando se diz:
Até onde sei, Felipe, na compreensão de mundo do povo yorubá, não há essa proposta de evolução, isto é, reencarnação com o propósito de progredir espiritualmente.
Tenho postado uma materia sobre Ìwà Pèlé (o bom carater) que é a atividade fim do Culto Tradicional Yorùbá.
Cremos na reorganização do nosso destino e evolução espiriutal, nósenquanto Orí tendo uma experiência humana, viemos evoluir, transcender e tentar atingir o Àpèrè, que é o trono sagrado onde os espiritos evoluidos e imortias (òrìsà, Ìrunmòlè) já se encontram.
Sendo a posição de Orí o ápice desta cadeia, o topo do cone nos pertence enquanto espírito e nos foi ofertado por direito, quem abre um obí sabe do que estamos falando.
Diversos Odù relatam a saga e o direito supremo de Orí evoluir com suas idas e vindas, Òsá, Orángún e Ògúndá méjì são os Odù que relatam esta parte da história.
Não acreditamos em reencarnação, acreditamos nas indas e vindas, decididas por nós mesmos com intervalos curtos ou longos.
Eu particularmente foi educado, estudei e debati este assunto por várias vezes com alguns mais velhos e minha convicção vai em oposição ao post, eu e Fernando adoramos divergir sobre este tema, mas a visão de que o povo de Ifá acredita neste retorno e o povo indigena não acredita não casa na filosofia yorùbá, visto alguns nomes como Bàbátunde /Ìyátunde (papai ou mamãe voltou).
Eu digo sempre digo aos meus que a atividade fim de nossa religião é a evolução do caráter, o respeito aos tabus e a crença nas forças divinas como ponto de apoio de nossa trajetória.
Sem este tripé, o que estariamos fazendo neste mundo?
São minhas convicções, como são as convicções de cada um exposta neste espaço. Não fazemos ou contruimos a verdade de outras pessoas, apenas colocamos as cartas na mesa e cada um faz o seu jogo, ou seja, a sua história.
Fraternalmente.
Ire o.
Ìretè‘Òfún
Ìretè-Òfún, A difá fún Òrúnmìlá,
Won ni Òrúnmìlá ma a r’awo se.
Àwon ènìyàn yoo maa wa gba Ifá,
Won yoo maa wa te Ifá.
Àtèfún-tèfún
A dífá fun Òkànkànlénírínwó Irùnmolè,
Won nlo s’ode apere,
Àtèfún-tèfún eyin oni
Awo Orí difá fun Orí:
Won ni ki won sákale ebo ni sise,
Orí nikan-nikan lo nbe l’éyìn ti ni s`ebo,
Ebo Orí wa da adaju,
Njè Orí Gbona j’òrìsà
Orí gbona j’òrìsà
Orí nikan-nikan lo ko won l’Ápèéré!
Ko si Òrìsà to to n`igbe
L’éyìn Orí eni
Orí gbona j’òrìsà.
Tradução:
Ìretè-Òfún consultou para Òrúnmìlá.
Eles disseram que Òrúnmìlá seria muito procurado.
Muitos viriam receber Ifá.
Muitos chegariam a ser iniciados; muitos viriam a ele para adivinhação.
Ele quem imprimiu o giz na costa do crocodilo
Ele quem consultou Ifá para as 401 divindades,
Quando estava indo ao Apere (estado de perfeição).
Ele quem imprimiu o giz na costa do crocodilo
O sábio Orí consultou para Orí,
Quando estava indo ao Ápèéré (estado da perfeição)
Foi predito que fizesse um sacrifício
Somente a Orí quem a fez,
E seu sacrifício foi abençoado com uma grande recompensa.
A Orí é mais importante que todas as divindades,
É só a Orí que alcança o Apere, no perfeito estado.
Nenhuma outra deidade pode pegar suporte
Além da Orí.
Orí é maior que todas as deidades.
Orí sacrificou
Orí é a maior de todas divindades.
Boa tarde,
Obrigado por suas sábias palavras.
Estou cada vez mais informado e curioso!
Fraternalmente.
Mario,
Acho q vc esta me confundindo…
Em momento nenhum coloquei que a reencarnação é para evolução, até porque naum creio nisso…
Naum entendi porq direcionar a mim o fato de o culto ancestral perder o sentido se eu não me coloquei em momento nenhum contra isso.
Pelo contrario coloquei que acredito carregarmos toda uma ancestralidade em nosso inconsciente…
E veja que não quero entender nada com visão ocidental OK.
E isto de visão ocidental é relativo pois doutrinas como o brhamanismo creem na reencarnação evolutiva.
Acho q vc criou uma baita confusão e naum disse coisa nenhuma.
E só pra contar…
Os itans não fazem realmente sentido se olhados de forma geral, pois como foi dito por vc eles se divergem, porem cada itan tras sua menssagem e esta sim faz sentido.
Senhores,
O culto a Orixá não contempla a reencarnação sendo esse tema de estudos somente ocidentais, de forma alguma e em nenhum lugar no mundo onde se cultua Orixá se formula o conceito da reencarnação. Por isso, aproveite a vida, essa vida! Essa vida é que vale, aqui e agora!
Forte abraço.
Axé.
Fernando,
Se não me engano algumas religiões da india defendem a reencarnação, ou não?
Felipe,
Eu não sei, ainda mais a Índia! Mas, quem cultua a religião dos deuses africanos entende e sabe que a energia que nos mantém vivos independem do Orí e de qualquer tipo de lembrança de vindas e idas, etc. A energia simplesmente retorna a sua origem matriz e finda.
Axé.
perfeito…
Boa tarde,
Gostaria de saber o que vcs acham sobre aquela velha máxima de que “somos castigados por algum mal que fizemos, ainda que o tenhamos feito durante outra encarnação”.
Obrigada
Aline,
De minha parte, eu não acredito em reencarnação, a morte finda um único ciclo de vida de uma pessoa. Se alguém castiga nunca saberemos e ninguém voltou para contar a prestação de contas, acreditar em reencarnação é entender que Olodunmare (Deus) tem forma humana no que vai de contra a tudo que se possa imaginar, pois Olodumare é a própria energia incriada.
Axé.
Gostaria de entender o que significa o culto aos ancestrais?
Márcia,
É um culto ligado aos Eguns, aos nossos Eguns familiares, nossos ancestraias. Porque no candomblé não existe reencarnação, existe o culto a ancestralidade.
Axé.
Kolofé Fernando,
Estou me iniciando no candomblé, porém fui kardecista por muito tempo, inclusive cheguei a estudar a doutrina. O tema reencarnação sem dúvida nenhuma é polêmico.
Compreendi a sua explicação a respeito do culto aos ancestrais, mas restou-me uma dúvida a cerca do tema evolução (espiritual, mora, …) Para o kardecismo o espírito evolui através da reencarnação e para o candomblé existe evolução?
Axé
Márcia,
A palavra espírito ficou muito genérica, muitos chamam Orixá de espírito! O próprio kardecismo se confunde neste tema da Reencarnação. Nós do candomblé que cultua os Orixás, temos a absoluta certeza da energia e a presença do Orixá interagindo entre nós, completando de certa maneira nossas vidas, nós não somos espíritos vivos, somos uma energia que se mantém acesa pelo tempo desiguinado por Olodumare, e que um dia vai se apagar, e sendo assim, não há evolução alguma. Nos fazemos evoluir pelos nossos descendentes e assim por diante.
Axé.
É PRECISO ATUALIZAR CONCEITOS,..
Sandive,
É preciso atualizar alguns conceitos religiosos, principalmente o kardecismo.
QUANDO DIGO, “ATUALIZAR”, INFORMO, LOGO,.. DIGO Á MIM, ( FORMO EM MEU INTEIROR ) QUE DEVO “MUDAR MEU ATO”, CABENDO PORTANTO, Á TODOS E QUAISQUER CONTEXTOS, QUE NA UNIDADE, ME FORMARAM E ME MANTÊM. SENDO ASSIM,… NÃO HÁ EXCLUSIVISMOS, MAS, SIM, GENERALIDADE, INTEGRADORA, DE UMA UNIDADE PACÍFICA, NOS RELACIONAMENTOS, HUMANOS E SOCIAIS POR PARTICIPAÇÃO.
Sandive,
Candomblé é a simplicidade com sabedoria!
Fazer o bem, não julgar ninguém, não ter preconceitos, não estar preso a conceitos filosóficos e nem a convenções pré-estabelecidas, nem carregar o livro da verdade julgando-se melhor que os outros, sem exclusivismos, mas, acima de tudo, muito bem vacinados contra intrusos escabrosos sempre tentando intervir no que não tem conhecimento algum como querendo impor conceitos, principalmente o que envolve o tema Reencarnação.
Não vejo as coisas como generalidade integrada, assim fica fácil engajar conceitos sem distinguí-los ou entende-los, mesmo de forma pacífica nos bons relacionamentos humanos e sociais por participação.
Aprendi e ainda aprendo sobre a religião dos Orixás mesmo depois de tantos anos, aqui mesmo no blog muitas vezes pesquisando para responder perguntas, aprofundando-me apenas no Orixá, sem influências estrangeiras de qualquer outra religião ou culto.
Grande abraço,
Axé.
SIM,.. AGRADEÇO AO ENDOSSO CORDIAL, E APROVEITO, O ENSEJO, PARA DESEJAR, AO Sr, Á Sra DAYANE, E DEMAIS PRODUTORES, CO PARTÍCIPES E LEITORES E LEITORAS, EM ESPECIAL, DESTE BLOG, UM FELIZ NATAL,… E UM ANO NOVO,…REPLETO DE REALIZAÇÕES E FRATERNIDADE, HOJE E SEMPRE. ( FERRÉ, EXÚ, PELO MÉDIUM EM EPÍGREFE, “OKÓ OLÓ MÍTÁ” )
Eu vou fazer uma pergunta que não tem nada haver com o poste mais eu queria um esclarecimento se possivel , bem eu tenho 15 anos e eu vejo coisas que as pessoas normais não veêm sempre coisas do mal coisas ruins quando eu voo dormir coisas que me atormentam não aguento ++ isso minha familia acha que estou ficando louco queria saber se o camdomblé me ajuda Por Favor …
gabriel,
O correto é sua família levá-lo ao neurologista e/ou psiquiátra em primeiro lugar, para verificar se há algum distúrbio que pode estar acontecendo a sua idade. Não se pode relacionar diretamente a parte espiritual sem antes passar por esses especialistas.
Axé.
Bàbá Fernando, muito bom dia !
Eu também penso como o senhor, que somos uma pequena parte de uma energia matriz e que voltamos a ela quando desencarnamos, mas me pego a pensar as vezes nos eguns, eles não tiveram vida como nós ?, nossos exús catiços, caboclos e etc… não deveriam ter voltado a sua energia matriz também ?
Queria saber seu pensamento no qual respeito muito !
Que nosso Pai te abençoe sempre !
Julio,
Os Eguns antes de serem Eguns tiveram vida como nós, e não foram encaminhados quão negativos eram quando em vida, não confundir com a energia divina que nos mantém vivos, essa retorna a sua matriz.
Axé.
O que somos ? da onde viemos ? e p onde vamos ? nem quero saber , so sei que ainda hoje tenho muito coisa a fazer.
Àse rodrigo, faça e faça bem feito.
Ire o.
Desculpe, mas pra mim não ficou claro, independente da reencarnação…então na visão do Candomblé, quando morremos, tudo se acaba? nosso espírito não é imortal?
Pra mim não faz muito sentido…
Elisa esta opinião é do autor do post Bàbá Fernando.
O Culto Tradicional vê de uma outra forma e eu publiquei recentemente um post sobre o assunto.
São visões diferentes e a maior parte do integrantes do Candomblé usam os dogmas católicos para explicar a morte e o pós morte.
Eu fico com a Cosmovisão e Cosmogonia Yorubá que está dentro do Culto Tradicional.
Ire
Sr. da Ilha, agradeço o esclarecimento. E confesso que fico mais aliviada…respeito a opinião alheia, mas acredito que Deus na sua perfeição não poderia nos deixar a mercê de apenas uma encarnação para sanar nossas dívidas kármicas e evoluirmos.
Axé.
Elisa.
Sou candomblecista e tenho plena convicçao na reencarnaçao!!!
João, “Assim como creres, assim será”,
Esse texto é Horrível. Muito relativista. “Não existe verdades absolutas” Isso é relativo também? Meu Deus hein. Ou o cristão está certo, ou o umbandista, ou o espírita ou candomblecista…um desses está certo, pois a verdade é uma só, não importa como enxergamos a verdade particularmente. Eu dizer que o céu é roxo, não muda o fato dele ser azul.
jonhn,
Exatamente isso, relativista, não há verdade absoluta alguma no texto. Para mim é maravilhoso o texto, certo?
Axé.
Colaborando:
A sua verdade é a sua verdade e a minha verdade me pertence.
Somos livres para expor nossas ideias e conceitos e não para modificar fundamentos sagrados.
Assim vivemos todos esses anos, em harmonia e aprendizado constante.
Mo beere surè Bàbá.
Ire alaafia
Sou candomblecistas e é inegavel que há a reencarnação. Se lermos os livros de Kardec entenderemos que o espírito vem ao mundo pra cumprir determinada missão, diria que uma evolução. Mesmo sendo do candomblé, com os estudos e a vivência prática a reencarnação é de todas a mais fundada e concreta.
Rosa é um pouco dificil ler e estudar Ori sozinho, mas, a fundamentação de nossa vinda, retornos e evolução estão muito bem descritos nesse capitulo e com fechamento de ouro nas Leis de Olodumare no Odù Iká’fun. Alguma coisa sobre o assunto estã disponibilizado aqui no blog.
Ire alaafia